23 de jan. de 2011

Tijuca coloca "medo" nas co-irmãs

Uma exibição para deixar o público carioca de boca aberta. Depois de impressionar a Sapucaí com o desfile de 2010, a Unidos da Tijuca mostrou na noite desse domingo (16) uma apresentação digna de campeã do Carnaval. Todos os componentes, do início ao fim, demonstraram estar dispostos a lutar pelo bicampeonato da agremiação, tamanha a força visível no ensaio técnico.

Desde o momento em que cruzou a linha de início da Passarela do Samba, o Grêmio Recreativo do Morro do Borel provou que ainda está mais vivo do que nunca. A comissão de frente, grande sucesso de 2010, veio representando passos mais simples, no entanto, bastante precisos. A coreografia oficial, no entanto, só vai ser vista mesmo em março.

Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marquinhos e Giovanna, arrancou aplausos das arquibancadas. Eles dançaram vestindo a fantasia do desfile passado.

Mas nada conseguiu superar a força da comunidade. Se o carnavalesco Paulo Barros pretende causar arrepios com os carros alegóricos e as fantasias, conseguiu desde já, apenas com os integrantes. Com o canto na ponta da língua e uma energia acima da média, os tijucanos passaram como um rolo compressor.

Outro quesito perfeito foi a bateria. Impecáveis, os ritmistas de Mestre Casagrande executaram bossas e paradinhas com um alto nível de dificuldade sem cometer deslizes. Nota dez!

E para uma noite de domingo, a Tijuca fechou o terceiro dia de atividades no Sambódromo mandando um recado: "Eu sou Tijuca, estou em cartaz. Para ganhar o Carnaval, tem que me superar." Alguém arrisca?


Tá todo mundo aí? Mocidade levantou a galera!

Nas arquibancadas, uma torcida apaixonada por Padre Miguel. Abaixo, na Passarela do Samba, uma Mocidade guerreira e cheia de gás. Na noite desse domingo (16), a verde e branca contagiou o público, demonstrando estar em boa fase. Até mesmo um pequeno carro alegórico foi construído especialmente para o ensaio técnico.

Antes da atividade começar, um fato curioso: um ônibus, todo pintado de branco, cruzou a Sapucaí. Segundo informações, o veículo foi doado por uma empresa de ônibus para a escola e teve a oportunidade de cruzar a Passarela do Samba. O público, nada entendeu.

Logo em seguida, problemas com a organização. A ala das baianas, que no dia do desfile oficial vai vir à frente do carro abre-alas, estava posicionada bem atrás da posição certa, necessitando que diretores de harmonia fossem buscá-las e puxá-las para frente, o que ocasionou um atraso no início da atividade.

Quando a agremiação finalmente começou a evoluir, a comissão de frente chegou causando bastante mistério. Trinta componentes surgiram divididos em duas faixas. Em determinado momento, inclusive, eles se misturavam. De acordo com o regulamento da Liesa, apenas quinze podem ficar visíveis durante o desfile oficial, no entanto, a Unidos da Tijuca, campeã do último Carnaval, surpreendeu a todos conseguindo encontrar um artifício para driblar essa regra,
fazendo um revezamento entre os integrantes. Fica no ar a expectativa para saber o que a Mocidade vai aprontar em março.

Já a bateria de Mestre Beréco demonstrou bom andamento e boa disposição. Em determinado momento, os ritmistas arriscaram uma coreografia onde saudavam o público, guiados pelos tamborins.

Por outro lado, as alas alternaram duas situações opostas. Os primeiros setores estavam com a vibração em alta,
contagiando todos que acompanhavam a exibição. Já os últimos, até prejudicados por uma saída precoce da bateria do recuo, chegaram a atravessar o samba, cantando versos em tempos diferentes dos colegas da frente.

Em tese, apesar dos deslizes, pode-se considerar uma grande apresentação da Mocidade. Ao contrário do ano de 2009, quando ficou beirando o rebaixamento, a agremiação vem mostrando que está disposta a crescer cada vez mais, brigando pelas primeiras posições nos próximos desfiles. No que depender dos componentes, pelo menos, o coração pode mesmo disparar de novo.


Cubango? Nunca ouvi falar, mas foi bem...

Sob chuva fina, a Acadêmicos do Cubango deixou Niterói na noite desse domingo (16) para abrir o terceiro dia de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí. Disposta a mostrar o valor já no treinamento, a escola levou para a Sapucaí alguns destaques com fantasias típicas de desfiles oficiais. A bateria, no entanto, deixou a desejar, apresentando diversas falhas.

Na abertura, a comissão de frente veio jovem, com 14 moças e rapazes abusando de passos de dança, em relação a poucos elementos teatrais. A apresentação, no entanto, não mostrou grandes novidades, ficando notório que, dificilmente, realizou a coreografia oficial que pretende levar para o sábado de folia.

A bateria, no entanto, não viveu os melhores momentos. Com um andamento bastante acelerado, o som chegou a ficar pesado, com o naipe de tamborins atravessando em determinado momento. Além disso, alguns instrumentos que não estavam devidamente protegidos com plástico, por causa da chuva, davam a impressão de que estavam desafinados.

Mas nem tudo pode ser considerado ruim. A comunidade, por exemplo, fez a parte que lhe cabia, cantando de forma efetiva o samba-enredo. Para o Carnaval de 2011, no entanto, ainda faltam correções para que a emoção, como diz o título do enredo, esteja no ar.


 

A Imperatriz adverte: Sambar faz bem à saúde

Se sambar faz mesmo bem à saúde, como diz o samba da Imperatriz Leopoldinense, a escola de Ramos não precisa se preocupar com tantas doenças. Na noite desse sábado (15), a agremiação fechou o segundo dia de ensaios técnicos com um desempenho satisfatório, apesar dos problemas.

A escola entrou na Sapucaí bastante animada. A comissão de frente, ensaiada pelo coreógrafo Alex Neoral, realizou uma coreografia leve, apostando na expressão corporal. Logo em seguida, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe e Raphaela, mostrou que a aposta na juventude pode dar certo no dia do desfile oficial.

Já a bateria de Mestre Marcone, a única a conquistar nota dez de todos os julgadores no Carnaval de 2010, veio para a Sapucaí bastante audaciosa. Sem medo de errar, os ritmistas abusaram de bossas e longas paradinhas, buscando usar o ensaio técnico para treinar manobras que podem aparecer no próximo desfile oficial. Entretanto, o desempenho não foi 100%. Na volta de algumas paradinhas, os instrumentos acabaram entrando de forma atrasada, mas, nada que os ensaios não possam consertar. À frente dos músicos, a experiente rainha de bateria, Luiza Brunet, fugiu do aspecto comum das beldades, trajando calça jeans e uma blusa comportada.

Mas a festa ficou mesmo por conta da comunidade. A primeira parte do samba-enredo, em algumas passadas, acabou ficando embolado na voz dos integrantes, porém, cresceu na metade final, onde os integrantes mostraram estar afinados. No alto do carro de som, o intérprete Dominguinhos do Estácio contou com um auxílio potente de Alexandre D'Mendes, que o ajudou substancialmente a sustentar a obra.

No fim, o público ainda foi brindado com uma apresentação do principal casal de mestre-sala e porta-bandeira da história do Grêmio Recreativo. Mesmo sem a bandeira, Chiquinho e Maria Helena provaram que a arte da dança jamais é esquecida, demonstrando passos firmes e precisos na Sapucaí. Esses, com certeza, fazem jus ao samba leopoldinense, esbanjando saúde.


15 de jan. de 2011

Viradouro mostra que veio para voltar a sua origem: O Grupo Especial

A Unidos da Viradouro, a agremiação rebaixada para o Grupo de Acesso, deixou registrado que está prestes a retornar sua posição no Grupo Especial.
Com um ensaio tecnicamente perfeito, a Escola de Niterói, agitou a Sapucaí nessa noite e deixou todos muito orgulhosos, inclusive o ex- Mestre de Bateria Ciça, já que ensinou direitinho ao atual Mestre Pablo que deu um show a parte. De início, parecia um rolo compressor, pois diferentemente das outras agremiações do Acesso, a Viradouro trouxe para a avenida uma grande quantidade de componentes, todos cantando bem alto o samba-enredo, que por sinal, é muito lindo, foi a primeira vez que escutei.

Não tem como não comentar da bateria novamente: o Mestre Pablo mostrou uma bela harmonia entre os ritmistas e os puxadores do samba, algo que muitas Escolas do Especial estão com dificuldade. E ainda por cima, relembrou muito o Mestre Ciça, com muitas paradinhas, fazendo todos ficarem arrepiados.

Outro ponto que observei que admiro muito: a dedicação com a Velha Guarda. Na Escola de Niteroi, a Velha Guarda terá lugar especial, no início do desfile, uma grande homenagem aos inesquecíveis baluartes.
O Mestre Sala e Porta Bandeira fez bonito também no desfile e mostrou bom entrosamento.

 Para concluir, a Viradouro mostrou que está com tudo e com muita força para pegar de volta o seu crachá no Grupo Especial, com o enredo: Quem sou eu sem você?
Pois é Viradouro, sou seu fã e eu que pergunto: Quem sou eu sem você? Fará muita falta nos desfiles de domingo e segunda!


Crédito: Site da Escola

A Alegria tomou conta da Sapucaí

Quem abriu os Ensaios Técnicos desta semana foi a Escola de Samba Alegria da Zona Sul, uma agremiação campeã do Grupo B e agora no Grupo de Acesso, cheia de alegria para dar e vender.
Já era de se esperar que a Escola viria pequena, já que ela é recém chegada ao Grupo de Acesso, mas mesmo assim, a Alegria veio bonita e com alguns pontos positivos. A Comissão de Frente trouxe consigo um tripé com a imagem do Zé Carioca, símbolo da Escola, que chamou muita atenção e logo após, várias baianas intercalando as cores vermelho e branco, bem animadas, chamando o pequeno público da Sapucaí ao Samba.
Infelizmente, a animação ficou por conta das primeiras Alas da agremiação, sendo que aos poucos o ritmo ia caindo, mas o samba-enredo é muito bom. Já a bateria cumpriu o seu papel regularmente e não quis arriscar muito com paradinhas e outras brincadeiras atuais das grandes Escolas, mas passou bonita pelo sambódromo, mesmo com alguns errinhos que logicamente serão acertados nos ensaios em sua quadra.
Para concluir, a escola que vem com o enredo: Os doze Obás de Xangô; fez bonito na Sapucaí, considerando que vem recentemente do Grupo B. Tem bastante erros para corrigir, mas temos 48 dias para o Carnaval ainda, dá tempo para melhorar!

Foto: Site da Escola





9 de jan. de 2011

Salgueiro faz Ensaio de campeã

Não tenho palavras para descrever o Ensaio da Salgueiro, com o enredo"Salgueiro apresenta o Rio no cinema" foi incrível, foi lindo, foi emocionante, foi sensacional, foi, foi ,foi.... tudo!
Estou emocionado em lembrar desse ensaio e quero começar pela comissão de frente que de todas dessa noite foi realmente uma comissão de frente. Os componentes estavam sincronizados, em harmonia, estavam vibrando e cantando o samba e foi maravilhoso assistí-los.
O primeiro casal de Mestre Sala e Porta Bandeira estava um pouco nervoso, mas é o mesmo caso da Rocinha, a dupla está junta a pouco tempo e falta um pouco de harmonia entre eles. No entanto, o que gostei muito de ter visto foi a fantasia do casal, eles utilizaram a do ano passado e deu para sentir a mesma sensação de um desfile oficial, já que a rodada da Porta Bandeira fica mais elegante. Aproveito para falar das baianas também, apesar de ser mangueirense, tenho q admitir que as baianas da Salgueiro sempre são as merecedoras dos prêmios de ouro que sempre ocorrem e elas estavam com uma fantasia linda, diferente das outras duas que ensaiaram essa noite.
Falar das alas merece um parágrafo exclusivo porque tenho várias observações: começando pela idéia de utilizar uma ala na frente do primeiro carro; acho isso muito legal, uma ideia muito criativa e para quem assiste ao vivo na avenida, faz um efeito todo diferente. Poucas escolas arriscam esse feito; Eu vi pelo menos três alas coreografadas na Salgueiro, mas não era qualquer ala coreografada era "A" ala coreografada, aquela de tirar suspiros e berros das arquibancadas por onde passavam, muito legal mesmo; Olhando para a concentração, parecia que a Escola não tinha fim, algo muito bonito de se ver. Se eu disse que a São Clemente parecia um tapete, a Salgueiro parecia um mar vermelho e branco, mas um mar furioso, já que não tinha um componente que não estava cantando, fazendo com que a voz da Escola fosse mais alta do que das caixas de som. Só e falar nisso, me arrepio todo!
Para concluir, mais uma vez a bateria arrasou e considero que essa noite foi delas. Mas, falar da furiosa é complicado porque ela é destruidora mesmo! Passa arrastando multidões, não deixando ninguém parado e o melhor de tudo: a belíssima rainha Viviane Araújo comandando os ritmistas do tamborim. Isso não tem preço!
Mas de tudo isso que vi na Salgueiro, não tem nada melhor do que ver a Escola de Samba inteirinha cantando o seu samba enredo do começo ao fim, isso sim é algo de destacar.
Parabéns presidente, parabéns comunidade!
Ahhh, falta a nota... tem dúvidas? Menos que 10 não poderia ser!