Nas arquibancadas, uma torcida apaixonada por Padre Miguel. Abaixo, na Passarela do Samba, uma Mocidade guerreira e cheia de gás. Na noite desse domingo (16), a verde e branca contagiou o público, demonstrando estar em boa fase. Até mesmo um pequeno carro alegórico foi construído especialmente para o ensaio técnico.
Antes da atividade começar, um fato curioso: um ônibus, todo pintado de branco, cruzou a Sapucaí. Segundo informações, o veículo foi doado por uma empresa de ônibus para a escola e teve a oportunidade de cruzar a Passarela do Samba. O público, nada entendeu.
Logo em seguida, problemas com a organização. A ala das baianas, que no dia do desfile oficial vai vir à frente do carro abre-alas, estava posicionada bem atrás da posição certa, necessitando que diretores de harmonia fossem buscá-las e puxá-las para frente, o que ocasionou um atraso no início da atividade.
Quando a agremiação finalmente começou a evoluir, a comissão de frente chegou causando bastante mistério. Trinta componentes surgiram divididos em duas faixas. Em determinado momento, inclusive, eles se misturavam. De acordo com o regulamento da Liesa, apenas quinze podem ficar visíveis durante o desfile oficial, no entanto, a Unidos da Tijuca, campeã do último Carnaval, surpreendeu a todos conseguindo encontrar um artifício para driblar essa regra,
fazendo um revezamento entre os integrantes. Fica no ar a expectativa para saber o que a Mocidade vai aprontar em março.
Já a bateria de Mestre Beréco demonstrou bom andamento e boa disposição. Em determinado momento, os ritmistas arriscaram uma coreografia onde saudavam o público, guiados pelos tamborins.
Por outro lado, as alas alternaram duas situações opostas. Os primeiros setores estavam com a vibração em alta,
contagiando todos que acompanhavam a exibição. Já os últimos, até prejudicados por uma saída precoce da bateria do recuo, chegaram a atravessar o samba, cantando versos em tempos diferentes dos colegas da frente.
Em tese, apesar dos deslizes, pode-se considerar uma grande apresentação da Mocidade. Ao contrário do ano de 2009, quando ficou beirando o rebaixamento, a agremiação vem mostrando que está disposta a crescer cada vez mais, brigando pelas primeiras posições nos próximos desfiles. No que depender dos componentes, pelo menos, o coração pode mesmo disparar de novo.

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